CC Radio Portugal

quinta-feira, 20 de março de 2014

O Dentro e o Fora


Recebi este texto através de uma grande amiga minha, que a considero como irmã: Carla Sofia Cardoso.
Compartilho esta mensagem e cada um que tire as suas ilacções!

O DENTRO E O FORA

Só há duas maneiras de viver. Conectado ou desconectado. Conectado, em ligação profunda com quem se é, com o que se veio aqui fazer, com as mais diversas maneiras de se exteriorizar o Ser. Porque para se exteriorizar o Ser, antes tem de se Ser. E para Ser, tem que se interiorizar tudo.

O que se sente, o que dói, o que nos faz felizes e infelizes, onde está a nossa liberdade e consciência, o que nos maltrata, o que nos faz mal, e também o que nos faz bem e o que nos eleva. Como vês, tudo se passa dentro. Tudo o que fazes é uma consequência do teu estado interior.

Se o que fazes não dá certo, se as tuas acções não resultam, é porque não reflectem o teu mundo interior. No mínimo reflectem um mundo interior evasivo, desconcertante e desconexo. Por isso as acções não dão certo – são materializações da nossa inconsistência.

Neste caso, o que terás de fazer é olhar para dentro e ver do que estás a fugir. Encarar esses demónios, deixar doer o que tiver de doer, e depois de tudo limpo, aceder à tua alma, à tua essência. Só aí, então, agir. As acções promovidas pela alma são sempre e sem excepção correctas, iluminadas e gratificantes. Essa é a única via da evolução.

Há outra maneira de viver: a desconectada. A pessoa não sabe quem é, foge do que sente, refugia-se em bens materiais para enganar a dor. E o resultado é a perda, a dor, a frustração e a doença. A escolha é sempre vossa.


Jesus


Ps. - "Never try to cure the body without first curing the soul." -
Beijocas mana. Adoro.te!

sábado, 15 de março de 2014

Revolta daquela que nem é engraçada nem cai em graça!

Sinceramente é muito frustrante!

É frustrante teres uma série de vocações e não seres aproveitada(o) para nada!
Cansa-me viver numa localidade viciada pelas mesmas pessoas, pelas mesmas actvidades, pelos concursos onde sempre vencem os mesmos!
O pior é que sou muito directa, doa a quem doer. Não sou engraçada bem caio em graça!
Sou aquilo que sou, com os meus ideiais, talvez mais virados para o comunismo, sei lá, é-me indiferente, mas apresento trabalho sei o que sou, não valorizam porque os vicios estão incutidos numa sociedade carregada de egocentrismo.
A esta altura desprezam o que seja trabalho!
valorizam o que lhes chamo de lambe-botas.
Lamento, assim não sou.
Sou eu!
Penso e digo o que penso, explico os meus motivos, masa verdade é que não os compreendem!
Sinceramente nem me interessa.
Não admira que santos da casa não façam milagres. consigo ser melhor aproveitada por um país que não me conhece do que pelo meu próprio.
Ainda hoje tive esta prova!
É revoltante!

Gaantidamente haverei de mudar de País, de vida, de costumes, porque quem não valoriza o trabalho dos seus não merece respeito, não merece que lhes conceda o valor que julgam ter aproveitando-se de inumeras situações para se sobressairem sem qualquer pudor.
Revoltante, desmotivador!

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Mãe: saudades não só hoje mas todos os dias...


Bem! vamos a isto, tinha jurado para mim mesma nao falar muito do dia de hoje, não porque não me recorde, muito pelo contrário, recordo-me cada vez mais e nitidamente cada momento, cada olhar, cada passagem de slides que vão encontro daquele meu pensamento que ousa fugir por entre o passado que ainda corrói a alma...
Não quero ir abaixo mais ainda, inevitavelmente começo a sentir alguma repulsa e irritabilidade porque não me deixam reviver este dia à minha maneira.
Preferencialmente queria silêncio, gostaria só por hoje não sentir a pressão de segurar as barras de nínguém... bem parece complicado.
Sei que é dificil para toda a gente e hoje ainda mais para alguns.. estranho... para mim é dificil todos os dias!
Mas sinto a obrigação de seguir em frente, não que descure os sentimentos, mas estou a aprender a lidar com esta ausência... no silêncio.
Sim, é verdade, procuro mil e umas coisas para ocupar-me.. como sempre o fiz.. nºão sei se é a correcta ou a errada, mas considero que esta é a forma não de ultrapassar mas talvez seja a unica que me seja possível enfrentar para aliviar.
Não vou negar... sinto-me de rastos...
Quero seguir em frente ainda mais pelos qe me rodeiam... mas caramba:
Não necessito que me o recordem... eu sei, eu sinto, eu sempre senti e aqui continúo!
Pode parecer uma sensação egocêntrica mas no momento é-me indiferente.
Só quero que me respeitem, que respeitem os meus sentimentos e sobretudo... o meu silêncio!
Estou sem paciência.. e ainda.. revoltada, triste, muito triste.
Não quero derramar-me em lágrimas, mas reconheço que a qualquer momento pode acontecer.
A forma que encontro neste momento para te recordar ou talvez me convencer que estejas bem, resume-se no sorriso do teu olhar, ou nas tuas mãos trémulas acariciando as minhas e que pronunciavam palavras de esperança, cobertas de disfarce para que eu não sentisse a tua dor...
Quero que a tua memória seja lembrada não com a dor que outrora sentimos mas com aquilo que me deixaste: o teu legado!
A tua força, a tua personalidade, a tua garra que fizeram de mim mais Mulher, que me ajudaram a enfrentr todos os meus receios de cabeça erguida e me ensinaram os altos e baixos da vida mas sempre com humildade e jamais me deixar pisar.
O teu legado proporcionou-me conhecer o que é ser carinhosa e amar sem pedir nada em troca, ensinou-me a ir à luta mesmo quando cair, levantar e tentar novamente: isto sim, fez de mim vencedora.
Não porque ganhe algum tipo de batalhas ou guerras, mas sim porque quando caí, me ensinaste que em tudo o que fazemos adquirimos conhecimento e sapiência para uma outra oportunidade.
Ensinaste-me inumeras coisas mãe: ainda hoje tento aprender a ter paciência e esperar pelo momento certo para agir.
Mas o que mais me incustiste foi ter orgulho nas minhas cicatrizes.
Já dizia Paulo Coelho que Deus nos mostra o ciclo da vida e da ressureição, e neste ciclo não há vencedores, nem vencidos, apenas etapas que devem ser cumpridas.
Eu estarei aqui até que Deus considere que a minha missão está cumprida. E não ficarei no chão, pois só é derrotado quem desiste e considero-me vitoriosa.
A derrota tem um final quando nos empenhamos num novo combate, já o fracasso não tem um final: é uma escolha de vida.
E não estou sózinha, sei que diariamente estás comigo e por tanto te aar sei que cumpriste com a tua missão e agora precisas de repouso, para que possas viajar pelos céus e manifestar-te de outras formas.
Ainda que me sinta na solidão, compreendo e aceito este meu amor que és tu e que partiste e precisarás de seguir outro novo rumo.
Só peço a Deus que cuide de ti e faça tudo aquilo que não fiz por ti.
Estás entregue nas mãos de Deus, estás no seu colo e por este motivo, sinto-me grata por tudo.
Beijocas mãe, amo-te!

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

A saúde e a Mente!


"É a nossa própria mente que causa os nossos problemas, não são as outras pessoas, não é o "mundo lá fora". É a nossa própria mente, com o seu quase caudal de pensamentos, a pensar no passado, a preocupar-se com o futuro.
Nós cometemos o grande erro de nos identificarmos com a nossa mente, de pensarmos que ela é quem nós somos, quando de facto somos seres de longe muito maiores do que ela."

Marc Alleu
Escritor

sábado, 11 de janeiro de 2014

“Relato de uma Depilação de Virilha” (100 x lol)

Enviaram-me este texto pela net. Chorei de tanto rir. Desconheço o autor, mas acreditem quem ler vai se rir tanto como eu!

“Foi assim que decidi, por livre e espontânea pressão de amigas, me render à depilação na virilha. Falaram que eu ia me sentir dez quilos mais leve. Mas acho que pentelho não pesa tanto assim. Disseram que meu namorado ia amar, que eu nunca mais ia querer outra coisa. Eu imaginava que ia doer, porque elas ao menos me avisaram que isso aconteceria. Mas não esperava que por trás disso, e bota por trás nisso, havia toda uma indústria pornô-ginecológica-estética.
— Oi, queria marcar depilação com a Penélope.
— Vai depilar o quê?
— Virilha.
— Normal ou cavada?
Parei aí. Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada. Mas já que era pra fazer, quis fazer direito.
— Cavada mesmo.
— Amanhã, às… Deixa eu ver… 13h?
— Ok. Marcado.
Chegou o dia em que perderia dez quilos. Almocei coisas leves, porque sabia lá o que me esperava, coloquei roupas bonitas, assim, pra ficar chique. Escolhi uma calcinha apresentável. E lá fui. Assim que cheguei, Penélope estava esperando. Moça alta, mulata, bonitona. Oba, vou ficar que nem ela, legal. Pediu que eu a seguisse até o local onde o ritual seria realizado. Saímos da sala de espera e logo entrei num longo corredor. De um lado a parede e do outro, várias cortinas brancas. Por trás delas ouvia gemidos, gritos, conversas. Uma mistura de Calígula com O Albergue. Já senti um frio na barriga ali mesmo, sem desabotoar nem um botão. Eis que chegamos ao nosso cantinho: uma maca, cercada de cortinas.
— Querida, pode deitar.
Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá estirada de calcinha na maca. Mas a Penélope mal olhou pra mim. Virou de costas e ficou de frente pra uma mesinha. Ali estavam os aparelhos de tortura. Vi coisas estranhas. Uma panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça. Meu Deus, era O Albergue mesmo. De repente ela vem com um barbante na mão. Fingi que era natural e sabia o que ela faria com aquilo, mas fiquei surpresa quando ela passou a cordinha pelas laterais da calcinha e a amarrou bem forte.
— Quer bem cavada?
— é… é, isso.
Penélope então deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa da Abigail, nome carinhoso de meu órgão, esqueci de apresentar antes.
— Os pelos estão altos demais. Vou cortar um pouco senão vai doer mais ainda .
— Ah, sim, claro.
Claro nada, não entendia porra nenhuma do que ela fazia. Mas confiei. De repente, ela volta da mesinha de tortura com uma espátula melada de um líquido viscoso e quente (via pela fumaça).
— Pode abrir as pernas.
— Assim?
— Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e depois joga cada perna pra um lado.
— Arreganhada, né?
Ela riu. Que situação. E então, Pê passou a primeira camada de cera quente em minha virilha Virgem. Gostoso, quentinho, agradável. Até a hora de puxar.
Foi rápido e fatal. Achei que toda a pele de meu corpo tivesse saído, que apenas minha ossada havia sobrado na maca. Não tive coragem de olhar. Achei que havia sangue jorrando até o teto. Até procurei minha bolsa com os olhos, já cogitando a possibilidade de ligar para o Samu. Tudo isso buscando me concentrar em minha expressão, para fingir que era tudo supernatural.
Penélope perguntou se estava tudo bem quando me notou roxa. Eu havia esquecido de respirar. Tinha medo de que doesse mais.
— Tudo ótimo. E você?
Ela riu de novo como quem pensa “que garota estranha”. Mas deve ter aprendido a ser simpática para manter clientes.
O processo medieval continuou. A cada puxada eu tinha vontade de espancar Penélope. Lembrava de minhas amigas recomendando a depilação e imaginava que era tudo uma grande sacanagem, só pra me fazer sofrer. Todas recomendam a todos porque se cansam de sofrer sozinhas.
— Quer que tire dos lábios?
— Não, eu quero só virilha, bigode não.
— Não, querida, os lábios dela aqui ó.
Não, não, pára tudo. Depilar os tais grandes lábios? Putz, que ideia. Mas topei. Quem está na maca tem que se fuder mesmo.
— Ah, arranca aí. Faz isso valer a pena, por favor.
Não bastasse minha condição, a depiladora do lado invade o cafofinho de Penélope e dá uma conferida na Abigail.
— Olha, tá ficando linda essa depilação.
— Menina, mas tá cheio de encravado aqui. Olha de perto.
Se tivesse sobrado algum pentelhinho, ele teria balançado com a respiração das duas. Estavam bem perto dali. Cerrei os olhos e pedi que fosse um pesadelo. “Me leva daqui, Deus, me teletransporta”. Só voltei à terra quando entre uns blábláblás ouvi a palavra pinça.
— Vou dar uma pinçada aqui porque ficaram um pelinhos, tá?
— Pode pinçar, tá tudo dormente mesmo, tô sentindo nada.
Estava enganada. Senti cada picadinha daquela pinça filha da mãe arrancar cabelinhos resistentes da pele já dolorida. E quis matá-la. Mas mal sabia que o motivo para isso ainda estava por vir.
— Vamos ficar de lado agora?
— Hein?
— Deitar de lado pra fazer a parte cavada.
Pior não podia ficar. Obedeci à Penélope. Deitei de ladinho e fiquei esperando novas ordens.
— Segura sua bunda aqui?
— Hein?
— Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da outra banda.
Tive vontade de chorar. Eu não podia ver o que Pê via. Mas ela estava de cara para ele, o olho que nada vê. Quantos haviam visto, à luz do dia, aquela cena? Nem minha ginecologista. Quis chorar, gritar, peidar na cara dela, como se pudesse envenená-la. Fiquei pensando nela acordando à noite com um pesadelo. O marido perguntaria:
— Tudo bem, Pê?
— Sim… sonhei de novo com o cu de uma cliente.
Mas de repente fui novamente trazida para a realidade. Senti o aconchego falso da cera quente besuntando meu Twin Peaks. Não sabia se ficava com mais medo da puxada ou com vergonha da situação. Sei que ela deve ver mil cus por dia. Aliás, isso até alivia minha situação. Por que ela lembraria justamente do meu entre tantos? E aí me veio o pensamento: peraí, mas tem cabelo lá?
Fui impedida de desfiar o questionamento. Pê puxou a cera. Achei que a bunda tivesse ido toda embora. Num puxão só, Pê arrancou qualquer coisa que tivesse ali. Com certeza não havia nem uma preguinha pra contar a história mais. Mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo. Sons guturais, xingamentos, preces, tudo junto.
— Vira agora do outro lado.
Porra… por que não arrancou tudo de uma vez? Virei e segurei novamente a bandinha. E então, piora. A broaca da salinha do lado novamente abre a cortina.
— Penélope, empresta um chumaço de algodão?
Apenas uma lágrima solitária escorreu de meus olhos. Era dor demais, vergonha demais. Aquilo não fazia sentido. Estava me depilando pra quem? Ninguém ia ver o tobinha tão de perto daquele jeito. Só mesmo Penélope. E agora a vizinha inconveniente.
— Terminamos. Pode virar que vou passar maquininha.
— Máquina de quê?!
— Pra deixar ela com o pelo baixinho, que nem campo de futebol.
— Dói?
— Dói nada.
— Tá, passa essa merda…
— Baixa a calcinha, por favor.
Foram dois segundos de choque extremo. Baixe a calcinha, como alguém fala isso sem antes pegar no peitinho? Mas o choque foi substituído por uma total redenção. Ela viu tudo, da perereca ao cu. O que seria baixar a calcinha? E essa parte não doeu mesmo, foi até bem agradável.
— Prontinha. Posso passar um talco?
— Pode, vai lá, deixa a bicha grisalha.
— Tá linda! Pode namorar muito agora.
Namorar… namorar… eu estava com sede de vingança. Admito que o resultado é bonito, lisinho, sedoso. Mas doía e incomodava demais. Queria matar minhas amigas. Queria virar feminista, morrer peluda, protestar contra isso. Queria fazer passeatas, criar uma lei antidepilação cavada”
(anonimo)

Beijinhos e espero que se tenham divertido tanto quanto eu me diverti