CC Radio Portugal

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Amo, amar-te!


Quando nos conhecemos, tive medo de ti, não sei se pelo jeito como me olhavas, ou por sentir que me podia perder no brilho dos teus olhos.

Quando os nossos lábios se cruzaram pela primeira vez, senti um frio na barriga, as pernas tremiam, e senti que a qualquer momento poderia cair… mas não, afinal foram os óculos que caíram… talvez pela emoção e tu pensaste que os tinhas partido!

Fomos nos conhecendo e com o tempo já tinhas conquistado a mulher fria cuja barreira parecia inquebrável! (mas tu já sabias que apenas se tratava de uma defesa minha). Foi aqui que a nossa história começou a ser escrita.

A principio tudo parecia muito normal, falávamos horas a fio das nossas vidas e começo a perceber que a cada dia me sentia mais apaixonada por ti e sentia que não te era indiferente.

Longas eram as nossas conversas ao telefone, na radio, nos Skype, riamos, discutíamos, tivemos altos e baixos, desconversámos, mas as nossas idas e vindas terminaram sempre em reconciliações.

Sim, tive medo, muito medo pela distância, obstáculos, personalidades, vidas opostas, intolerâncias... Medo e sobretudo tive imenso medo de te perder!

Os anos foram passando e ainda que distanciados por inúmeras circunstâncias, não deixámos que imensas interferências fossem prioritárias ao nosso desejo.

Fomos crescendo mutuamente e aprendemos a comunicar um com o outro, a compreendermo-nos melhor, cada um ao seu jeito e com personalidades fortes, perante as adversidades soubemos nos manter lado a lado mesmo à distância

Assumimos o nosso relacionamento e preparámos os ingredientes para continuarmos a crescer lado a lado: carinho, amizade, amor, dedicação, compreensão, desejo são as palavras-chaves que nos têm mantido unidos.

Um frio assola a minha alma quando não te tenho a meu lado, e como desejo amar-te, sentir-te junto a mim. Acariciar a tua pele… sentir o teu perfume quando nos beijamos, o som dos teus lábios e esse teu doce jeito de me tocar.

Ouvir a tua voz aos meus ouvidos e deixar que as nossas mãos nos explorem e nos toques sentir a pele arrepiada, a respiração que outrora permanecia calma deu lugar ao desejo entre carícias ternas e olhares destemidos procuramos abraçarmo-nos e envolvermo-nos até saciar as nossas almas inquietas, irreverentes para se tornarem numa só… abraçados no nosso canto, no nosso espaço, na nossa cama permanecemos até adormecer.

Despertar e falarmos dos nossos desafios, pessoais, profissionais, projectos, sentirmos que estamos no caminho certo e embora a espera seja longa, sabemos que ainda que as horas passem lentamente e se transformam em dias... por vezes tão difíceis, ambos sabemos que existe um motivo que nos faz acreditar:
- Não desistimos um do outro, aconteça o que acontecer. E não me arrependo rigorosamente de nada. Não desisto dos meus sonhos e sei que tu também não!

Desistirmos é simplesmente desistir dos nossos sonhos e os nossos já ganharam vida, corpo e alma. Os mesmos já não teriam sentido se não fossem comuns.


A chave da felicidade é aquela que partilhas tudo com o amor da tua vida! E eu sou feliz a teu lado. 

Amo-te imenso!

by CC2 - 15/11/2017

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